Imagem: Matêus Edson/ Mariana FM

Associação dos Barraqueiros promove protesto para que o Carnaval de Ouro Preto aconteça na Praça Tiradentes

A Associação dos Barraqueiros de Ouro Preto, conduziu um protesto na noite de ontem (6), na Praça Tiradentes, com a expectativa do local receber uma decisão favorável do Ministério Público Federal para se tornar um dos pontos das atrações do Carnaval da cidade. A manifestação reuniu trabalhadores do carnaval, membros das escolas de samba e autoridades do poder público municipal.

 

Os manifestantes interromperam o fluxo de carros na Praça Tiradentes com gritos pedindo a liberação do carnaval no local, afirmando que a praça é do povo. O comunicador da Mariana FM, Matêus Edson acompanhou a manifestação e conversou com a  Presidente da Associação dos Barraqueiros de Ouro Preto, Adriana Gomes:


Matêus Edson: Adriana, desde já gostaria de agradecer por você falar com a gente da Mariana FM e eu gostaria que você falasse um pouquinho do intuito dessa manifestação ocorrida aqui na Praça Tiradentes:


“Eu também gostaria de agradecer à Mariana FM que está conosco aqui, acompanhando a nossa manifestação e boa noite a todos os ouvintes. O que eu queria deixar claro é que nós não viemos aqui com o intuito de bagunça, nós viemos aqui por uma coisa séria de correr atrás pra poder trabalhar com os trabalhadores que já compraram as mercadorias, estão esperando a liberação desse carnaval na Praça Tiradentes que é uma tradição. O Carnaval na Praça Tiradentes não danifica o patrimônio de forma alguma, pelo contrário, é um carnaval com mais segurança onde as famílias podem vir com as suas crianças, é um espaço mais aberto, então eu acredito que o Carnaval ocorrendo aqui na Praça Tiradentes, além de ajudar a associação como eu já disse anteriormente, nós já compramos a mercadoria,  precisamos agora, como é que vamos fazer, são mais de 50 famílias, que trabalha é um carnaval que dá segurança pro povo um carnaval tradicional e não destrói o patrimônio, é um carnaval bonito de Ouro Preto, um carnaval da Praça Tiradentes gente, é a tradição". Conclui, Adriana Gomes.


A Presidente da Escola de Samba, Império do Morro Santana, Maria Luíza também estava presente na manifestação e conversou com nossa equipe de reportagem:


Matêus Edson: Você está representando a Escola de Samba Império do Morro Santana, o quanto que impacta essa não realização do Carnaval na Praça Tiradentes em Ouro Preto? 


“Eu acredito que o impacto maior vem da comunidade, porque a comunidade está trabalhando todos os dias, eles ficam durante as madrugadas nos barracões trabalhando para poder entregar um carnaval aqui na praça e faltando 4 dias eles não querem liberar a praça. É falta de compromisso, responsabilidade e principalmente é uma injustiça muito grande feita pelas comunidades que trabalham muito não é só o Morro Santana, são 9 escolas e assim, todas as escolas estão trabalhando muito pra poder chegar na praça e entregar, a comunidade está inteirada, está junta, para chegar aqui não poder ter o Carnaval? Eu acho assim é uma injustiça muito grande com as escolas, a gente trabalha muito, entrega um carnaval muito bonito, para poder entregar todos anos e chegar nesse ano eles falarem que não? Eles não tem uma justificativa plausível para barrar o nosso carnaval porque nós já tivemos um parecer do bombeiros, o parecer da Cemig e por eles, o carnaval tá liberado o que mais impede né? E o Carnaval Cultural da cidade de Ouro Preto é o Carnaval das escolas de samba e dos blocos então vai proibir o carnaval cultural da cidade?" Questiona, Maria Luíza.


O protesto ocorreu na Praça Tiradentes após o Ministério Público Federal pedir um prazo de 48 horas para decidir sobre a liberação do espaço em uma audiência de conciliação realizada na última segunda-feira (5), entre o órgão, a Justiça Federal e a Prefeitura de Ouro Preto. As restrições de eventos na praça tiveram início em julho de 2023 durante um evento do Festival de Inverno de Ouro Preto quando aconteceu um curto circuito no Museu da Inconfidência causado por um suposto superaquecimento.


Acesse o áudio


Por: Michelle Schiavoni

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